O Ibovespa começou fevereiro já renovando máximas, depois de uma alta de 12,6% do benchmark da Bolsa em janeiro: na última terça-feira (3), o índice bateu o nono recorde nominal no ano ao encerrar o dia em 185.674 pontos, alta de 1,58% em relação ao pregão anterior.
Antes mesmo deste novo recorde, diversas casas de análise já revisaram as suas projeções do índice ao fim do ano para cima.
No início da semana, a XP Investimentos elevou a projeção do Ibovespa de 185 para 190 mil pontos, enquanto a Eleven Financial subiu a projeção de 175 mil para 195 mil pontos.
A XP também ampliou a estimativa para o cenário otimista, passando de 225 mil pontos para 235 mil pontos. Os estrategistas da XP ressaltam que, em janeiro, o Brasil emergiu como um dos principais beneficiários da rotação global para fora dos ativos dos EUA.
As ações brasileiras seguem, por ora, ancoradas em fluxos estrangeiros, que atingiram R$ 26,3 bilhões em janeiro — superando a totalidade do fluxo líquido registrado ao longo de 2025.
E o otimismo continua. Em reuniões com investidores na Europa, os estrategistas da XP destacaram seguir observando um sentimento construtivo em relação a mercados emergentes e ao Brasil.
O Brasil permanece sendo uma história totalmente guiada por fluxos estrangeiros, já que investidores institucionais locais e pessoas físicas seguem, em geral, como vendedores líquidos, enquanto os fluxos estrangeiros atingiram um recorde em janeiro.
O otimismo é renovado com o Brasil, sustentado pela expectativa de um ciclo iminente de afrouxamento monetário e por valuations ainda atrativos em relação a outros mercados emergentes e globais. As eleições presidenciais de 2026 seguem no radar, mas, de forma geral, percebem investidores estrangeiros mais tranquilos e menos preocupados do que os investidores locais.
A Eleven Financial, por sua vez, ressalta que o movimento do Ibovespa no início de 2026 lembra o início de 2025, quando o Ibovespa teve uma alta forte no início do ano. Além disso, fatores externos seguem pesando mais que fatores internos para a alta.
“Não descartamos uma correção nos próximos meses, mas mantemos nossa visão positiva para o ano de 2026. A queda da Selic deve favorecer o mercado brasileiro, tanto ações quanto renda fixa e multimercados”, aponta Fernando Siqueira, analista da Eleven. Já as eleições são um risco, mas devem impactar o mercado de forma mais significativa apenas no 2T26 (segundo trimestre de 2026) ou depois. “A indefinição sobre as candidaturas e a dificuldade de prever o vencedor devem evitar que esse evento seja precificado no curto prazo”, complementa.
FONTE: INFOMONEY
LINK: Ontem não consegui ficar até o final, acabei perdendo o material da Dra. Lucia Grillo. Seria possível compartilhar por aqui? Ficou pendente somente esse